Alguns minutos depois das 05:00 horas da manhã do dia 03 de abril de 1976, na cidade de Quixadá, o fazendeiro e comerciante Luiz Barroso Fernandes estava se deslocando de sua residência para a fazenda usando sua charrete. Subitamente, ele ouviu um ruído que lembrava zumbido de abelhas. Barroso olhou para os lados, mas nada viu. Despreocupadamente continuou sua trajetória. No entanto, o ruído aumentava cada vez mais de intensidade, parecendo vir do alto. E foi nesse exato momento que observou uma bola de luz passando sobre sua cabeça. Intrigado, mas sem medo, puxou as rédeas do animal e ficou observando o UFO que, diminuindo de velocidade, desceu na estrada a poucos metros à sua frente. A bola de luz apagou-se e Barroso viu que se tratava de um objeto parecido com um carro Fusca, porém muito "mal acabado e que rodopiava". O objeto parou de girar e uma pequena porta abriu. Por ela saíram dois seres baixos de aspecto humano. Uma das criaturas tinha em suas mãos um equipamento que parecia uma lanterna quadrada e escura. O ser direcionou esse aparelho para Barroso e dele foi emitido um feixe de luz que atingiu o rosto do fazendeiro. Imediatamente Barroso sentiu um forte calor e não conseguia se mover. Logo em seguida, os seres se aproximaram mais dele e novamente atingiram-no com aquele raio de luz. Barroso perdeu os sentidos e veio a acordar algumas horas depois, num local que não era o mesmo quando aconteceu o incidente. O fazendeiro estava meio dormente, com sensação de febre, tinha dificuldades respiratórias, intensa dor de cabeça e o lado esquerdo do corpo queimado, como se tivesse sido exposto ao Sol por um tempo prolongado. Barroso não conseguia locomover-se e pensou que fosse morrer, mas para sua sorte um vaqueiro conhecido seu que passava pelo lugar prestou-lhe auxílio, levando-o até sua fazenda. Barroso relatou o incidente insólito que tinha vivenciado e, em pouco tempo, a história se espalhou tornando-o atração da cidade. A imprensa, na época, fez uma ampla cobertura do seu caso. E foi assim que o CPU (Centro de Pesquisas Ufológicas) tomou conhecimento do incidente e passou a investigá-lo.
O caso foi pesquisado durante 17 anos. No transcorrer deste período, Barroso entrou numa regressão mental inexplicável até parecer, segundo o doutor Antônio Moreira Magalhães e mais 15 médicos que o acompanharam durante esses anos, uma criança de não mais que 9 meses de idade. Nesse estágio, ele apenas pronunciava as três palavras "Mamãe, dá medo" quando flashes de câmeras fotográficas ou luzes de filmadoras eram acionados. Por mais inacreditável que possa parecer, Barroso também começou a rejuvenescer fisicamente, desaparecendo as rugas do rosto e os músculos se enrijeceram. Infelizmente, em abril de 1993, Barroso acabou falecendo. Sem dúvida, a provável abdução que Barroso sofreu no dia 03 de abril de 1976 afetou toda a sua vida, comprometendo drasticamente a sua saúde, e terminou 17 anos depois, de forma extremamente trágica.
O Tambor da mata ou terecô é uma religião afro-brasileira costumeiramente associada à região de Codó, cidade na região do cerrado maranhense, localizada a 300 km da capital São Luís. Não se restringindo apenas a esse primeiro estado, o terecô também se mostra integrado à prática de outras religiões como o Tambor de Mina e a Umbanda. Além disso, sua prática também originou o babassuê (ou Barba Soeira), religião descrita por Mario de Andrade, no ano de 1937.
As primeiras manifestações do terecô teriam sido realizadas antes da abolição, quando os escravos das fazendas de algodão de Codó o praticavam secretamente, no interior das matas. Com o fim da escravidão, os rituais teriam se deslocado para alguns povoados negros e, na cidade de Codó, às margens da Lagoa do Pajeleiro. Logo depois, foram construídos os primeiros salões onde os descendentes de escravo e outros trabalhadores deram continuidade à religião.
Muito ainda se discute sobre a origem etimológica da palavra terecô, que determina o nome desta religião. A imprecisão do significado foi, durante muito tempo, a justificativa para que se acreditasse que o termo tivesse origem onomatopaica. Ou seja, “terecô” seria um termo que faz referência ao barulho dos tambores utilizados no culto. Contudo, hoje também se trabalha que sua origem esteja ligada ao termo “teeleko”, que significa “celebrar ou louvar pelos tambores”.
Uma das mais reconhecidas práticas do terecô está relacionada aos poderes de cura e doença que os pais e mães de santo possuem no interior de seus terreiros. Na cidade de Codó, assim como em outras regiões do Maranhão, espalhou-se a fama de terecozeiros que poderiam lançar ou curar determinados feitiços. Segundo a crença, esses poderes estariam associados aos conhecimentos ocultos de indígenas, velhos africanos e outras religiões praticantes de feitiçaria.
No terecô observamos o culto de determinados voduns africanos e a existência de transes que são exclusivamente provocados pelos “voduns da mata”. No panteão de suas divindades, os praticantes do terecô organizam os seus deuses por uma hierarquia de famílias. A mais importante família de deuses está ligada à polêmica entidade Légua Boji Boá da Trindade, conhecida como “príncipe guerreiro”, “preto velho angolano” ou filho de Dom Pedro Angassu e Rainha Rosa.
Em sua vertente mais tradicional, o terecô inicia seu ritual com uma “louvaria”, na qual se canta em língua africana, dizendo o nome das entidades mais importantes e repetindo o termo “novariê”. Em geral, o acompanhamento musical do terecô é realizado com um grande tambor de membrana única chamado de “tambor da mata”. Em algumas situações, maracás, abata (outra espécie de tambor) e atabaque também compõem o universo sonoro do evento religioso.
A presença masculina em um terreiro de terecô é bem mais expressiva se comparada a outras manifestações religiosas afro-brasileiras. Os homens utilizam uma indumentária bastante elaborada, que faz lembrar a alva dos sacerdotes católicos. Além disso, os terecozeiros vestem boinas, quepes, chapéus de feltro e de vaqueiro durante as reuniões. Além dos voduns, o terecô também se dedica à adoração de algumas figuras da antiga nobreza europeia.
OS TAMBORES NA FLORESTA
SÃO CLAMORES PELA CURA
A RAIZ SE MANIFESTA
ONDE A SEIVA SE MISTURA
CAI A TARDE VAI CRUZANDO O CÉU, EYÉ
O OLHAR SAGRADO VAI RESPLANDECER
A QUEM FOI UM DIA ESCRAVO, SENHOR DO AXÉ
OSSAIN MACERA NAS FOLHAS A FÉ
OSSAIN PREPARE O PILÃO
A SUA MISSÃO É O LEGADO DE OLODUMARÉ ÊH KATENDÊ, LÁ NA MATA DA JUREMA
KOSI EWE KOSI ORIXÁ
ABÔ, ABÔ
PRETO VÉIO ENSINOU, HOJE EU QUERO ME BANHAR
A LUA DE PRATA CLAREIA
BABALOSSAIN NA ALDEIA
XANGÔ TENTOU SE APODERAR
CLAMOU AOS VENTOS DE YANSÃ
MAS O MISTÉRIO SEMPRE ESTARÁ
NAS MÃOS DO FILHO DE NANÃ
OXALÁ AO SEU HERDEIRO, MINHA DEVOÇÃO
ORUNMILÁ, TRAGA EM EM SEUS OLHOS NOSSA PROTEÇÃO
O SAMBA É O REMEDIO DA ALMA
O SASSAIN QUE VAI ALÉM
CHEGOU O DIA, NA TRIBO DA VILA VINTÉM
VAI TER XIRÊ, OGANS E ALABÊ
OSSAIN MOTUMBÁ
HOJE A UNIDOS DE PADRE MIGUEL
TEM O PODER DE CURAR
A escola esse Ano vai homenageiar nossa querida umbanda .
Documentario sobre o culto da jurema com um ponto de vista do Juremeiro Neto de Goias , explicando os principios basicos da jurema na rama de caboclo .
“Corisco chegou, vem de Aruanda, é na cara-bina que ele resolve toda demanda” O Filme conta a bibiografia das entidades corisco e dada Linha dos Baianos, os Cangaceiros utilizam suas peixeiras para cortar as
amarras do egoísmo e da vaidade que
sufocam aqueles que não entenderam a
humildade de Cristo .Salve a força do Cangaço! Salve, o Capitão Corisco e seu bando!
Um escravo do reino de Eldorado foge do cativeiro e é perseguido por
divindades afrobrasileiras em sua caminhada, de quem recebe a missão de
libertar o povo do regime escravocrata usando suas habilidades de exímio
capoeirista.
Depois de muitos anos fora, Firmino volta a comunidade em que fora criado: uma aldeia de pescadores de xaréu formada de descendentes de antigos escravos negros que chegaram ao Brasil vindos da África. Eles habitam uma praia do litoral baiano.
Firmino tenta novas ideias sobre liberdade nos nativos mas a
comunidade não lhe dá ouvidos pois continua fatalista, religiosa,
analfabeta e explorada pelos comerciantes da cidade. Apenas a viúva Cota
se aproxima dele e se torna sua amante. Os pescadores seguem as
orientações das mães de santo e de Mestre, um antigo protegido de Iemanjá, a deusa do mar no Candomblé
que é a religião de todos. Segundo a crença, como protegido ele garante
tempo bom e pesca farta para todos que o acompanharem. Com a idade
avançada de Mestre, Iemanjá escolhe o jovem Aruã como um novo protegido
e, por ser ciumenta, para não perder o "encanto" o rapaz não poderá
dormir com mulher nenhuma. Isso lhe causa sofrimento devido a sua
atração por Naína, uma moça branca que vive na aldeia com seu pai
Vicente, devoto da deusa. Firmino acha que os nativos só mudarão de
atitude se ele provar que Aruã não é "santo" e pede à Cota que assedie o
rapaz. Na parte final há uma luta de capoeira entre Firmino e Aruã.
Série produzida pela Rádio Senado, de Brasília, conta a história do povo
cigano desde os seus primórdios, passando por sua chegada ao Brasil até
a realidade dos grupos e comunidades.
Programa Tabu América Latina - UMBANDA - exibido pelo National
Geographic Channel, participações do Mestre em Ciências da Religião
(PUP/SP) Jeferson Betarello, da Sacerdotisa de Umbanda Mãe Mercedes (São
Bernardo/SP) e de alguns médius trabalhando numa Gira de Marinheiro
Este vídeo é pouco explicativo e tem muito pouco (ou quase nada) de
Umbanda.
Umbanda é Humildade, Caridade, Paz e Amor.
Orixás são Energias da natureza e não "deuses" e muito menos seres
desencarnados. Eles usam os médiuns como Seus canais de vibração para
transmitir o Seu Axé (bênção) àqueles que os cultuam.
Entidades de Umbanda não "possuem" ninguém. Entidades acoplam seus
Chakras com os dos médiuns e o utilizam como ferramenta de trabalho
caridoso, onde dão passes energéticos, através da doação de energias
boas aos consulentes, fazem tratamentos de curas e aconselham sempre
para o Bem.
A Umbanda não faz "amarrações", não traz seu amor de volta, não te
arruma emprego, não resolve seus problemas. Isso é problema seu. Quem
resolve seus problemas é VOCÊ.
A Umbanda te orienta a uma evolução moral. A evolução espiritual é
individual e intransferível. Você responde apenas pelo que você pensa e
faz. Ninguém paga pelo erro do outro. Dessa forma, ninguém paga pelo seu
erro a não ser você.
A Umbanda te acolhe, te abraça, te aconselha e te trata, sem te cobrar
nada em troca. Nem mesmo que você se torne Umbandista.
"A ignorância é a mãe do preconceito. Umbanda: conhecer para
respeitar".
Esse Documentário difunde o Culto à Jurema e sua liturgia e remonta o
caminho de pesquisa que os integrantes do Barracão Abassá de Xangô
Trilharam para aprofundar o que se sabe e o que se pratica no Catimbó de
Jurema.
Entrevista com Juremeiros Sandro de Jucá, Juremeiro Alexandre L'omi L'odo, Juremeira Mãe Dora e Pai Marivaldo de Xangô.
Esse trabalho não tem fins lucrativos, é destinado a preservação da História do Catimbó de Jurema, Umbanda, Pajelança.
Nos anos 40, malandro elegante e popular figura do boêmio bairro carioca
da Lapa, explora cantora de cabaré e vive de pequenos trambiques. Até
que surge Ludmila, a filha do dono do cabaré, que pretende tirar
proveito da guerra fazendo contrabando.
Bahia,
década de 20. No interior os negros continuavam sendo tratados como
escravos, apesar da abolição da escravatura ter ocorrido décadas
antes. Entre eles está Manoel (Aílton Carmo), que quando criança
foi apresentado à capoeira pelo Mestre Alípio (Macalé). O tutor
tentou ensiná-lo não apenas os golpes da capoeira, mas também as
virtudes da concentração e da justiça. A escolha pelo nome Besouro
foi devido à identificação que Manuel teve com o inseto, que
segundo suas características não deveria voar. Ao crescer Besouro
recebe a função de defender seu povo, combatendo a opressão e o
preconceito existentes.
João
de Camargo (Lázaro Ramos) viveu nas senzalas em pleno século XIX.
Após deixar de ser escravo ele fica deslumbrado com o mundo em
transformação ao seu redor e desesperado para viver nele. O choque
é tanto que faz com que João tenha alucinações, acreditando ser
capaz de ver Deus. Misturando suas raízes negras com a glória da
civilização judaico-cristã, João passa a acreditar que seja capaz
de curar e realmente acaba curando. Ele torna-se então uma das
lendas brasileiras, se popularizando como o Preto Velho.
Rio
de Janeiro. Maria Alice vive com a mãe, a filha (Sílvia Buarque) e
a neta em um casarão no Leme, bem na entrada de uma favela.
Para sobreviver Maria Alice faz os mais diversos bicos, mesmo que
eles passem longe da legalidade, mas ela sabe que o único meio de
resolver seus problemas é vendendo a casa. O problema é que ninguém
quer comprá-la, devido à proximidade com o morro. Um dia, Maria vai
ao mar pedir para Iemanjá ajudar a vende a casa.
Bancário
luta para terminar um curso universitário e estabelecer-se como
profissional. Estranhamente, sente perturbações desde menino.
Nenhum médico consegue resolver seu caso. Ao consultar uma
mãe-de-santo, esta confirma sua alta mediunidade. Ele larga o
emprego estável para aprofundar-se no exercício de sua mediunidade
e acaba se tornando um pai-de-santo.
Salvador.
A expansão imobiliária da cidade, decorrente de sua modernização, faz
com que o candomblé, tradicional religião afro-brasileira ligada à
natureza, seja afetada. A causa é que o candomblé pede a existência de
lugares amplos e naturais, para a realização de sua liturgia. É neste
contexto que Miguel Bonfim (Antônio Godi), um ex-bancário que é filho de
uma yalorixá e um jornalista de esquerda, decide criar o Jardim das
Folhas Sagradas. Sem conseguir um local na cidade, ele decide montá-lo
na periferia. Por questionar o sacrifício de animais, Bonfim resolve
fazer um terreiro modernizado e descaracterizado. Só que esta decisão
lhe traz graves consequências.