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domingo, 29 de outubro de 2017

Terecô é Terecô .. Candomblé é Candomblé.. Umbanda é Umbanda..


O Tambor da mata ou terecô é uma religião afro-brasileira costumeiramente associada à região de Codó, cidade na região do cerrado maranhense, localizada a 300 km da capital São Luís. Não se restringindo apenas a esse primeiro estado, o terecô também se mostra integrado à prática de outras religiões como o Tambor de Mina e a Umbanda. Além disso, sua prática também originou o babassuê (ou Barba Soeira), religião descrita por Mario de Andrade, no ano de 1937.
As primeiras manifestações do terecô teriam sido realizadas antes da abolição, quando os escravos das fazendas de algodão de Codó o praticavam secretamente, no interior das matas. Com o fim da escravidão, os rituais teriam se deslocado para alguns povoados negros e, na cidade de Codó, às margens da Lagoa do Pajeleiro. Logo depois, foram construídos os primeiros salões onde os descendentes de escravo e outros trabalhadores deram continuidade à religião.
Muito ainda se discute sobre a origem etimológica da palavra terecô, que determina o nome desta religião. A imprecisão do significado foi, durante muito tempo, a justificativa para que se acreditasse que o termo tivesse origem onomatopaica. Ou seja, “terecô” seria um termo que faz referência ao barulho dos tambores utilizados no culto. Contudo, hoje também se trabalha que sua origem esteja ligada ao termo “teeleko”, que significa “celebrar ou louvar pelos tambores”.
Uma das mais reconhecidas práticas do terecô está relacionada aos poderes de cura e doença que os pais e mães de santo possuem no interior de seus terreiros. Na cidade de Codó, assim como em outras regiões do Maranhão, espalhou-se a fama de terecozeiros que poderiam lançar ou curar determinados feitiços. Segundo a crença, esses poderes estariam associados aos conhecimentos ocultos de indígenas, velhos africanos e outras religiões praticantes de feitiçaria.
No terecô observamos o culto de determinados voduns africanos e a existência de transes que são exclusivamente provocados pelos “voduns da mata”. No panteão de suas divindades, os praticantes do terecô organizam os seus deuses por uma hierarquia de famílias. A mais importante família de deuses está ligada à polêmica entidade Légua Boji Boá da Trindade, conhecida como “príncipe guerreiro”, “preto velho angolano” ou filho de Dom Pedro Angassu e Rainha Rosa.
Em sua vertente mais tradicional, o terecô inicia seu ritual com uma “louvaria”, na qual se canta em língua africana, dizendo o nome das entidades mais importantes e repetindo o termo “novariê”. Em geral, o acompanhamento musical do terecô é realizado com um grande tambor de membrana única chamado de “tambor da mata”. Em algumas situações, maracás, abata (outra espécie de tambor) e atabaque também compõem o universo sonoro do evento religioso.
A presença masculina em um terreiro de terecô é bem mais expressiva se comparada a outras manifestações religiosas afro-brasileiras. Os homens utilizam uma indumentária bastante elaborada, que faz lembrar a alva dos sacerdotes católicos. Além disso, os terecozeiros vestem boinas, quepes, chapéus de feltro e de vaqueiro durante as reuniões. Além dos voduns, o terecô também se dedica à adoração de algumas figuras da antiga nobreza europeia.
Por Rainer Sousa
Graduado em História

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Muito lindo



Documentario sobre o culto da jurema com um ponto de vista do Juremeiro Neto de Goias , explicando os principios basicos da jurema na rama de caboclo .

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

A origem dos filhos do Sol.

Série produzida pela Rádio Senado, de Brasília, conta a história do povo cigano desde os seus primórdios, passando por sua chegada ao Brasil até a realidade dos grupos e comunidades.

National Geographic - UMBANDA - Tabu

Programa Tabu América Latina - UMBANDA - exibido pelo National Geographic Channel, participações do Mestre em Ciências da Religião (PUP/SP) Jeferson Betarello, da Sacerdotisa de Umbanda Mãe Mercedes (São Bernardo/SP) e de alguns médius trabalhando numa Gira de Marinheiro
Este vídeo é pouco explicativo e tem muito pouco (ou quase nada) de Umbanda. Umbanda é Humildade, Caridade, Paz e Amor. Orixás são Energias da natureza e não "deuses" e muito menos seres desencarnados. Eles usam os médiuns como Seus canais de vibração para transmitir o Seu Axé (bênção) àqueles que os cultuam.  Entidades de Umbanda não "possuem" ninguém. Entidades acoplam seus Chakras com os dos médiuns e o utilizam como ferramenta de trabalho caridoso, onde dão passes energéticos, através da doação de energias boas aos consulentes, fazem tratamentos de curas e aconselham sempre para o Bem. A Umbanda não faz "amarrações", não traz seu amor de volta, não te arruma emprego, não resolve seus problemas. Isso é problema seu. Quem resolve seus problemas é VOCÊ. A Umbanda te orienta a uma evolução moral. A evolução espiritual é individual e intransferível. Você responde apenas pelo que você pensa e faz. Ninguém paga pelo erro do outro. Dessa forma, ninguém paga pelo seu erro a não ser você. A Umbanda te acolhe, te abraça, te aconselha e te trata, sem te cobrar nada em troca. Nem mesmo que você se torne Umbandista. "A ignorância é a mãe do preconceito. Umbanda: conhecer para respeitar".

O Universo Encantado da Jurema

Esse Documentário difunde o Culto à Jurema e sua liturgia e remonta o caminho de pesquisa que os integrantes do Barracão Abassá de Xangô Trilharam para aprofundar o que se sabe e o que se pratica no Catimbó de Jurema.

Entrevista com Juremeiros Sandro de Jucá, Juremeiro Alexandre L'omi L'odo, Juremeira Mãe Dora e Pai Marivaldo de Xangô.

Esse trabalho não tem fins lucrativos, é destinado a preservação da História do Catimbó de Jurema, Umbanda, Pajelança.