quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Filme Area Q

O Misterioso Caso Barroso ocorrido em Quixadá - CE, ano de 1976

Quixadá em destaque no mapa do Ceará
Alguns minutos depois das 05:00 horas da manhã do dia 03 de abril de 1976, na cidade de Quixadá, o fazendeiro e comerciante Luiz Barroso Fernandes estava se deslocando de sua residência para a fazenda usando sua charrete. Subitamente, ele ouviu um ruído que lembrava zumbido de abelhas. Barroso olhou para os lados, mas nada viu. Despreocupadamente continuou sua trajetória. No entanto, o ruído aumentava cada vez mais de intensidade, parecendo vir do alto. E foi nesse exato momento que observou uma bola de luz passando sobre sua cabeça. Intrigado, mas sem medo, puxou as rédeas do animal e ficou observando o UFO que, diminuindo de velocidade, desceu na estrada a poucos metros à sua frente.          
A bola de luz apagou-se e Barroso viu que se tratava de um objeto parecido com um carro Fusca, porém muito "mal acabado e que rodopiava". O objeto parou de girar e uma pequena porta abriu. Por ela saíram dois seres baixos de aspecto humano. Uma das criaturas tinha em suas mãos um equipamento que parecia uma lanterna quadrada e escura. O ser direcionou esse aparelho para Barroso e dele foi emitido um feixe de luz que atingiu o rosto do fazendeiro. Imediatamente Barroso sentiu um forte calor e não conseguia se mover. Logo em seguida, os seres se aproximaram mais dele e novamente atingiram-no com aquele raio de luz. Barroso perdeu os sentidos e veio a acordar algumas horas depois, num local que não era o mesmo quando aconteceu o incidente. O fazendeiro estava meio dormente, com sensação de febre, tinha dificuldades respiratórias, intensa dor de cabeça e o lado esquerdo do corpo queimado, como se tivesse sido exposto ao Sol por um tempo prolongado.           
Barroso não conseguia locomover-se e pensou que fosse morrer, mas para sua sorte um vaqueiro conhecido seu que passava pelo lugar prestou-lhe auxílio, levando-o até sua fazenda. Barroso relatou o incidente insólito que tinha vivenciado e, em pouco tempo, a história se espalhou tornando-o atração da cidade. A imprensa, na época, fez uma ampla cobertura do seu caso. E foi assim que o CPU (Centro de Pesquisas Ufológicas) tomou conhecimento do incidente e passou a investigá-lo.          
O caso foi pesquisado durante 17 anos. No transcorrer deste período, Barroso entrou numa regressão mental inexplicável até parecer, segundo o doutor Antônio Moreira Magalhães e mais 15 médicos que o acompanharam durante esses anos, uma criança de não mais que 9 meses de idade. Nesse estágio, ele apenas pronunciava as três palavras "Mamãe, dá medo" quando flashes de câmeras fotográficas ou luzes de filmadoras eram acionados. Por mais inacreditável que possa parecer, Barroso também começou a rejuvenescer fisicamente, desaparecendo as rugas do rosto e os músculos se enrijeceram. Infelizmente, em abril de 1993, Barroso acabou falecendo. Sem dúvida, a provável abdução que Barroso sofreu no dia 03 de abril de 1976 afetou toda a sua vida, comprometendo drasticamente a sua saúde, e terminou 17 anos depois, de forma extremamente trágica.



domingo, 29 de outubro de 2017

Terecô é Terecô .. Candomblé é Candomblé.. Umbanda é Umbanda..


O Tambor da mata ou terecô é uma religião afro-brasileira costumeiramente associada à região de Codó, cidade na região do cerrado maranhense, localizada a 300 km da capital São Luís. Não se restringindo apenas a esse primeiro estado, o terecô também se mostra integrado à prática de outras religiões como o Tambor de Mina e a Umbanda. Além disso, sua prática também originou o babassuê (ou Barba Soeira), religião descrita por Mario de Andrade, no ano de 1937.
As primeiras manifestações do terecô teriam sido realizadas antes da abolição, quando os escravos das fazendas de algodão de Codó o praticavam secretamente, no interior das matas. Com o fim da escravidão, os rituais teriam se deslocado para alguns povoados negros e, na cidade de Codó, às margens da Lagoa do Pajeleiro. Logo depois, foram construídos os primeiros salões onde os descendentes de escravo e outros trabalhadores deram continuidade à religião.
Muito ainda se discute sobre a origem etimológica da palavra terecô, que determina o nome desta religião. A imprecisão do significado foi, durante muito tempo, a justificativa para que se acreditasse que o termo tivesse origem onomatopaica. Ou seja, “terecô” seria um termo que faz referência ao barulho dos tambores utilizados no culto. Contudo, hoje também se trabalha que sua origem esteja ligada ao termo “teeleko”, que significa “celebrar ou louvar pelos tambores”.
Uma das mais reconhecidas práticas do terecô está relacionada aos poderes de cura e doença que os pais e mães de santo possuem no interior de seus terreiros. Na cidade de Codó, assim como em outras regiões do Maranhão, espalhou-se a fama de terecozeiros que poderiam lançar ou curar determinados feitiços. Segundo a crença, esses poderes estariam associados aos conhecimentos ocultos de indígenas, velhos africanos e outras religiões praticantes de feitiçaria.
No terecô observamos o culto de determinados voduns africanos e a existência de transes que são exclusivamente provocados pelos “voduns da mata”. No panteão de suas divindades, os praticantes do terecô organizam os seus deuses por uma hierarquia de famílias. A mais importante família de deuses está ligada à polêmica entidade Légua Boji Boá da Trindade, conhecida como “príncipe guerreiro”, “preto velho angolano” ou filho de Dom Pedro Angassu e Rainha Rosa.
Em sua vertente mais tradicional, o terecô inicia seu ritual com uma “louvaria”, na qual se canta em língua africana, dizendo o nome das entidades mais importantes e repetindo o termo “novariê”. Em geral, o acompanhamento musical do terecô é realizado com um grande tambor de membrana única chamado de “tambor da mata”. Em algumas situações, maracás, abata (outra espécie de tambor) e atabaque também compõem o universo sonoro do evento religioso.
A presença masculina em um terreiro de terecô é bem mais expressiva se comparada a outras manifestações religiosas afro-brasileiras. Os homens utilizam uma indumentária bastante elaborada, que faz lembrar a alva dos sacerdotes católicos. Além disso, os terecozeiros vestem boinas, quepes, chapéus de feltro e de vaqueiro durante as reuniões. Além dos voduns, o terecô também se dedica à adoração de algumas figuras da antiga nobreza europeia.
Por Rainer Sousa
Graduado em História

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Ensaio da Unidos de Padre Miguel



OS TAMBORES NA FLORESTA
SÃO CLAMORES PELA CURA
A RAIZ SE MANIFESTA
ONDE A SEIVA SE MISTURA
CAI A TARDE VAI CRUZANDO O CÉU, EYÉ
O OLHAR SAGRADO VAI RESPLANDECER
A QUEM FOI UM DIA ESCRAVO, SENHOR DO AXÉ
OSSAIN MACERA NAS FOLHAS A FÉ
OSSAIN PREPARE O PILÃO
A SUA MISSÃO É O LEGADO DE OLODUMARÉ
ÊH KATENDÊ, LÁ NA MATA DA JUREMA
KOSI EWE KOSI ORIXÁ
ABÔ, ABÔ
PRETO VÉIO ENSINOU, HOJE EU QUERO ME BANHAR

A LUA DE PRATA CLAREIA
BABALOSSAIN NA ALDEIA
XANGÔ TENTOU SE APODERAR
CLAMOU AOS VENTOS DE YANSÃ
MAS O MISTÉRIO SEMPRE ESTARÁ
NAS MÃOS DO FILHO DE NANÃ
OXALÁ AO SEU HERDEIRO, MINHA DEVOÇÃO
ORUNMILÁ, TRAGA EM EM SEUS OLHOS NOSSA PROTEÇÃO
O SAMBA É O REMEDIO DA ALMA
O SASSAIN QUE VAI ALÉM
CHEGOU O DIA, NA TRIBO DA VILA VINTÉM
VAI TER XIRÊ, OGANS E ALABÊ
OSSAIN MOTUMBÁ
HOJE A UNIDOS DE PADRE MIGUEL
TEM O PODER DE CURAR



A escola esse Ano vai homenageiar nossa querida umbanda .

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Muito lindo



Documentario sobre o culto da jurema com um ponto de vista do Juremeiro Neto de Goias , explicando os principios basicos da jurema na rama de caboclo .

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Corisco & Dadá Filme

“Corisco chegou, vem de Aruanda, é na cara-bina que ele resolve toda demanda” O Filme conta  a bibiografia das entidades corisco e dada Linha dos Baianos, os Cangaceiros utilizam suas peixeiras para cortar as
amarras do egoísmo e da vaidade que
sufocam aqueles que não entenderam a
humildade de Cristo .Salve a força do Cangaço! Salve, o Capitão Corisco e seu bando!

Cordão de Ouro Filme

Um escravo do reino de Eldorado foge do cativeiro e é perseguido por divindades afrobrasileiras em sua caminhada, de quem recebe a missão de libertar o povo do regime escravocrata usando suas habilidades de exímio capoeirista.

BARRAVENTO FILME COMPLETO

Depois de muitos anos fora, Firmino volta a comunidade em que fora criado: uma aldeia de pescadores de xaréu formada de descendentes de antigos escravos negros que chegaram ao Brasil vindos da África. Eles habitam uma praia do litoral baiano. Firmino tenta  novas ideias sobre liberdade nos nativos mas a comunidade não lhe dá ouvidos pois continua fatalista, religiosa, analfabeta e explorada pelos comerciantes da cidade. Apenas a viúva Cota se aproxima dele e se torna sua amante. Os pescadores seguem as orientações das mães de santo e de Mestre, um antigo protegido de Iemanjá, a deusa do mar no Candomblé que é a religião de todos. Segundo a crença, como protegido ele garante tempo bom e pesca farta para todos que o acompanharem. Com a idade avançada de Mestre, Iemanjá escolhe o jovem Aruã como um novo protegido e, por ser ciumenta, para não perder o "encanto" o rapaz não poderá dormir com mulher nenhuma. Isso lhe causa sofrimento devido a sua atração por Naína, uma moça branca que vive na aldeia com seu pai Vicente, devoto da deusa. Firmino acha que os nativos só mudarão de atitude se ele provar que Aruã não é "santo" e pede à Cota que assedie o rapaz. Na parte final há uma luta de capoeira entre Firmino e Aruã.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

A origem dos filhos do Sol.

Série produzida pela Rádio Senado, de Brasília, conta a história do povo cigano desde os seus primórdios, passando por sua chegada ao Brasil até a realidade dos grupos e comunidades.

National Geographic - UMBANDA - Tabu

Programa Tabu América Latina - UMBANDA - exibido pelo National Geographic Channel, participações do Mestre em Ciências da Religião (PUP/SP) Jeferson Betarello, da Sacerdotisa de Umbanda Mãe Mercedes (São Bernardo/SP) e de alguns médius trabalhando numa Gira de Marinheiro
Este vídeo é pouco explicativo e tem muito pouco (ou quase nada) de Umbanda. Umbanda é Humildade, Caridade, Paz e Amor. Orixás são Energias da natureza e não "deuses" e muito menos seres desencarnados. Eles usam os médiuns como Seus canais de vibração para transmitir o Seu Axé (bênção) àqueles que os cultuam.  Entidades de Umbanda não "possuem" ninguém. Entidades acoplam seus Chakras com os dos médiuns e o utilizam como ferramenta de trabalho caridoso, onde dão passes energéticos, através da doação de energias boas aos consulentes, fazem tratamentos de curas e aconselham sempre para o Bem. A Umbanda não faz "amarrações", não traz seu amor de volta, não te arruma emprego, não resolve seus problemas. Isso é problema seu. Quem resolve seus problemas é VOCÊ. A Umbanda te orienta a uma evolução moral. A evolução espiritual é individual e intransferível. Você responde apenas pelo que você pensa e faz. Ninguém paga pelo erro do outro. Dessa forma, ninguém paga pelo seu erro a não ser você. A Umbanda te acolhe, te abraça, te aconselha e te trata, sem te cobrar nada em troca. Nem mesmo que você se torne Umbandista. "A ignorância é a mãe do preconceito. Umbanda: conhecer para respeitar".

O Universo Encantado da Jurema

Esse Documentário difunde o Culto à Jurema e sua liturgia e remonta o caminho de pesquisa que os integrantes do Barracão Abassá de Xangô Trilharam para aprofundar o que se sabe e o que se pratica no Catimbó de Jurema.

Entrevista com Juremeiros Sandro de Jucá, Juremeiro Alexandre L'omi L'odo, Juremeira Mãe Dora e Pai Marivaldo de Xangô.

Esse trabalho não tem fins lucrativos, é destinado a preservação da História do Catimbó de Jurema, Umbanda, Pajelança.

Filme Ópera do Malandro

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Nos anos 40, malandro elegante e popular figura do boêmio bairro carioca da Lapa, explora cantora de cabaré e vive de pequenos trambiques. Até que surge Ludmila, a filha do dono do cabaré, que pretende tirar proveito da guerra fazendo contrabando.

Filme Besouro online


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Bahia, década de 20. No interior os negros continuavam sendo tratados como escravos, apesar da abolição da escravatura ter ocorrido décadas antes. Entre eles está Manoel (Aílton Carmo), que quando criança foi apresentado à capoeira pelo Mestre Alípio (Macalé). O tutor tentou ensiná-lo não apenas os golpes da capoeira, mas também as virtudes da concentração e da justiça. A escolha pelo nome Besouro foi devido à identificação que Manuel teve com o inseto, que segundo suas características não deveria voar. Ao crescer Besouro recebe a função de defender seu povo, combatendo a opressão e o preconceito existentes.

Filme cafundo


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João de Camargo (Lázaro Ramos) viveu nas senzalas em pleno século XIX. Após deixar de ser escravo ele fica deslumbrado com o mundo em transformação ao seu redor e desesperado para viver nele. O choque é tanto que faz com que João tenha alucinações, acreditando ser capaz de ver Deus. Misturando suas raízes negras com a glória da civilização judaico-cristã, João passa a acreditar que seja capaz de curar e realmente acaba curando. Ele torna-se então uma das lendas brasileiras, se popularizando como o Preto Velho.

Filme Vendo ou Alugo


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Rio de Janeiro. Maria Alice vive com a mãe, a filha (Sílvia Buarque) e a neta  em um casarão no Leme, bem na entrada de uma favela. Para sobreviver Maria Alice faz os mais diversos bicos, mesmo que eles passem longe da legalidade, mas ela sabe que o único meio de resolver seus problemas é vendendo a casa. O problema é que ninguém quer comprá-la, devido à proximidade com o morro. Um dia, Maria vai ao mar pedir para Iemanjá ajudar a vende a casa.

Filme Prova de Fogo


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Bancário luta para terminar um curso universitário e estabelecer-se como profissional. Estranhamente, sente perturbações desde menino. Nenhum médico consegue resolver seu caso. Ao consultar uma mãe-de-santo, esta confirma sua alta mediunidade. Ele larga o emprego estável para aprofundar-se no exercício de sua mediunidade e acaba se tornando um pai-de-santo.



Filme jardim das folhas sagradas online.


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Salvador. A expansão imobiliária da cidade, decorrente de sua modernização, faz com que o candomblé, tradicional religião afro-brasileira ligada à natureza, seja afetada. A causa é que o candomblé pede a existência de lugares amplos e naturais, para a realização de sua liturgia. É neste contexto que Miguel Bonfim (Antônio Godi), um ex-bancário que é filho de uma yalorixá e um jornalista de esquerda, decide criar o Jardim das Folhas Sagradas. Sem conseguir um local na cidade, ele decide montá-lo na periferia. Por questionar o sacrifício de animais, Bonfim resolve fazer um terreiro modernizado e descaracterizado. Só que esta decisão lhe traz graves consequências.



Elo7

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Contos de Umbanda - Zé Pelintra e Exú




A noite estava quente e a lua cheia clareava as ruas do morro de Santa Teresa. É ótima para um jogo de buraco na rua quinze, pensou Zé Pelintra. Zé tomou um bom banho, passou o perfume que ganhou da moça da mercearia do Pai Antonio. Vestiu seu impecável terno branco, mas a noite estava muito quente então vestiu sua camisa branca de listras vermelhas. Calçou o sapato que ganhou de uma das meninas do cabaré de Maria Padilha. A moça tinha juntado dinheiro para aquele sapato por quase três meses para o presentear, era mais uma moça encantada pelo charme do famoso malandro de Santa Teresa. Mas, Zé não tinha nenhum interesse pela moça, entretanto nunca recusava um bom presente. Um sapato bicolor branco e vermelho as cores preferidas do famoso malandro de branco do Morro de Santa teresa. Diante do espelho deu seus últimos retoques, colocou seu chapéu panamá. Vendo que estava bem apresentado saiu em direção a mais um jogo com seus amigos da Rua Quinze.


Ao chegar à Rua quinze no início da tarde, sentou-se à mesa sorridente e confiante. O homem tinha uma sorte de dá inveja. Não tinha jogo que Zé perdia, dominó, buraco, bilhar ou qualquer outro o homem sempre ganhava. As vezes ele perdia de propósito apenas por diversão, ou por algum esquema com seus amigos. As horas foram se passando e a confiança de Zé aumentava a cada vez que ele ganha entre uma rodada e outra. Zé já tinha ganhando muito dinheiro e já estava cansado de ficar sentado. Retirou-se da mesa de jogo e seguiu para o final da rua onde acontecia uma roda de Samba. se tinha samba, tinha Zé no meio da roda. O homem dançou com uma moça e outra, as moças da roda faziam fila para dançar com aquele formoso negro de terno branco. Já era meia noite e para Zé a diversão só estava começando.


Sentou-se em uma mesa do bar do fim da rua e pediu uma garrafa de cerveja, para ver as mulheres do morro passar. Como um bom galanteador, não mexia com mulher casada, mas sempre que passava uma solteira e olhasse para seu Zé logo ele tirava o chapéu e dava seu sorriso maroto. Ascendeu um cigarro e ficou fumando.


Um homem alto de capa preta e cartola se aproximou da sua mesa e estendeu a mão dizendo:


“Boa noite! O senhor poderia me pagar uma cachaça?”


Seu Zé nunca recusava para um amigo ou estranho um de copo de pinga. O homem tinha um coração bom e tinha um jeito cortês de tratar a todos.


"Boa noite! Pois sente homi! Garibe! Trás uma garrafa de pinga aqui para nós!" O senhor está com fome?


O misterioso homem pegou a cadeira e sentou. Era estranho aquele homem usar uma capa preta e grossa naquele calor, mas para Zé se tratava de um homem de rua. Zé achou o homem estranho, mas não sentia medo. O homem fazia um barulho estranho, como se estivesse rosnando, não fedia, mas pelo contrário era um homem que tinha um cheiro bom. Apensar de sua aparência ser sombria, algo nele trazia paz.


"Eu gostaria de comer um prato de farofa com muita pimenta". Respondeu o homem misterioso.


Após alguns minutos garçom do bar trouxe uma garrafa de cachaça e um prato de farofa. O homem colocou em seu copo de cachaça uma pimenta e bebeu em um único gole. Em sequencia o homem comeu aquele prato com vontade, parecia não comer a muito tempo. Seu Zé simpatizou com o homem e ficaram bebendo até a uma da madrugada com o estranho de cartola.


"Garibe trás mais uma garrafa de pinga! Amigo, vamos para mais uma rodada de cachaça?" Perguntou Zé que estava curioso com relação aquele homem. Com pouco tempo de conversa ele percebeu que não se tratava de um homem de rua, mas algo nele o deixava curioso.


"Não, muito obrigado! Já tenho que ir embora."


"Tão cedo? Agora que a prosa estava começando a ficar boa. Pois está bem. Me diz seu nome então."


O homem deu uma risada alta e macabra, seu Zé sem entender sentiu vontade de rir também.

"Pode me chamar de Exú"

E em um piscar de olhos o homem de cartola sumiu. Seu Zé não entendeu, não sabia dizer foi a cachaça ou se era o sono. Mas o prato e o copo ainda estava na mesa, então aquele homem esteve ali. Mas como ele sumiu? Seu Zé olhou para todos os lados,mas não o encontrou. Então Seu Zé se levantou da mesa e volto para casa.

Sobre a Magia da Umbanda


O blog Magia da Umbanda tem como objetivo trazer uma variedade de informações sobre umbanda e assuntos relacionados. Não somos pessoas que tem anos de experiencia com a religião, mas somos como muitos que estão inciando na religião em busca de conhecimento. E todo conhecimentos que adquirimos em nossa caminhada com nossos guias, livros, artigos ou até mesmo em nosso blog nós vamos compartilhar com vocês. 

Originalmente a Magia da Umbanda é uma loja virtual que trabalha com artigos religiosos, estamos levando um novo conceito sobre  loja de produtos de umbanda. Trabalhamos com a personalização de uma diversidade de produtos. Estaremos regularmente postando nossos trabalhos neste blog, quem desejar adquirir tais produtos poderá entrar em contato conosco. Atualmente a Loja Magia da Umbanda é somente virtual, mas estamos trabalhando pela loja física em São Paulo. 

Antes de tudo não estamos aqui para mudar a umbanda, mas evoluir como ela nos ensina. 

Axé!

sábado, 26 de março de 2016

Como surgiu a umbanda? História da umbanda - Fundador Zélio Fernandinho de Moraes

Não se pode falar de umbanda sem deixar de falar de seu fundador, Zélio Fernandino de Moraes. Um médium, assim como Allan Kardec, foi escolhido para divulgar a religião aos homens.



Zélio Fernandino de Moraes nasceu no dia 10 de abril de 1891,no  Rio de Janeiro no município de São Gonçalo. Aos 17 anos, quando estava se preparando para servir as Forças Armadas da Marinha, de repente começou a mudar sua forma de falar, totalmente diferente de um jovem rapaz, mas que lembrava de um senhor com bastante idade, em tom manso e com um sotaque que não era comum de sua região. 



A família achou que fosse um princípio de loucura e logo o encaminhou ao seu tio e médico psiquiatra, Dr. Epaminondas de Moraes. Após exames e observações, nada foi encontrando. Então, o doutor sugeriu à família que o mandassem para um padre, para que fosse feito um ritual de exorcismo, pois desconfiava Zélio estivesse possuído pelo demônio. O padre após fazer ritual de exorcismo não conseguiu nenhum resultado.



Passado algum tempo Zélio ficou mais doente chegando ao estado de paralisia, nenhum médico conseguia explicar as razões de sua doença e muito menos sua cura.  Tempos depois em um ato surpreendente Zélio se levantou da cama e disse: "Amanhã estarei curado".



E como foi dito, no dia seguinte começou a andar como se nada tivesse acontecido. Nenhum médico soube explicar sobre sua milagrosa cura. Então a mãe de Zélio, o levou Zélio a uma benzedeira muito conhecida em sua região. Esta senhora tinha como seu guia um espírito de um preto velho chamado Tio Antônio. O espírito Tio Antônio benzeu o rapaz e disse a Zélio sobre sua missão de caridade na terra.



O Pai de Zélio de Moraes, não sendo um praticante do espiritismo, seguiu a sugestão de amigos  para levar seu filho ao centro espírita. Então no dia 15 de novembro de 1908, Zélio foi levado a Federação Espírita de Niterói. Ao chegar na Federação e Zélio e seu pai foram convidados pelo dirigente da Instituição para se sentarem a mesa. Antes de começarem, Zélio levantou-se e disse que ali faltava uma flor. Foi até o jardim apanhou uma rosa branca e colocou-a no centro da mesa, contrariando as normas do lugar. Ao iniciar, de repente, começou uma estranha confusão no local, Zélio incorporou um espírito e simultaneamente outros médiuns presentes também incorporam caboclos e pretos velhos.


O dirigente do trabalho começou a advertir os médiuns e de imediato a entidade incorporada em Zélio o perguntou:




"- Porque repelem a presença dos citados espíritos, se nem sequer se dignaram a ouvir suas mensagens. Seria por causa de suas origens sociais e da cor?"



Um dos médiuns do lugar viu a luz que o espírito irradiava e perguntou:



"- Porque o irmão fala nestes termos, pretendendo que a direção aceite a manifestação de espíritos que, pelo grau de cultura que tiveram quando encarnados, são claramente atrasados? Por que fala deste modo, se estou vendo que me dirijo neste momento a um jesuíta e a sua veste branca reflete uma aura de luz? E qual o seu nome meu irmão?"


Ele responde:



- “Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã estarei na casa deste aparelho, para dar início a um culto em que estes pretos e índios poderão dar sua mensagem e, assim, cumprir a missão que o plano espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre 

todos os irmãos, encarnados e desencarnados. E se querem saber meu nome que seja este: Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque não haverá caminhos fechados para mim."


O médium ainda pergunta:



- “Julga o irmão que alguém irá assistir a seu culto?"



Novamente ele responde :



- “Colocarei uma condessa em cada colina que atuará como porta-voz, anunciando o culto que amanhã iniciarei."




Então, no dia 16 de novembro de 1908, na rua Floriano Peixoto, 30 – Neves – São Gonçalo – RJ, aproximadamente as 20:00 horas, estavam presentes os membros da Federação Espírita, parentes, amigos e vizinhos e do lado de fora uma multidão de desconhecidos.


Pontualmente as 20:00 horas o Caboclo das Sete Encruzilhadas desceu e usando as seguintes palavras iniciou o culto :



- “Aqui inicia-se um novo culto em que os espíritos de pretos velhos africanos, que haviam sido escravos e que desencarnaram não encontram campo de ação nos remanescentes das seitas negras, já deturpadas e dirigidas quase que exclusivamente para os trabalhos de feitiçaria e os índios nativos da nossa terra, poderão trabalhar em benefícios dos seus irmãos encarnados, qualquer que seja a cor, raça, credo ou posição social. A pratica da caridade no sentido do amor fraterno, será a característica principal deste culto, que tem base no Evangelho de Jesus e como mestre supremo Cristo".



Após estabelecer as normas que seriam utilizadas no culto e com sessões diárias das 20:00 às 22:00 horas, o Caboclo das sete Encruzilhadas determinou que os participantes deveriam estar vestidos de branco e o atendimento a todos seria gratuito. Disse também que estava nascendo uma nova religião e que chamaria Umbanda.


Caboclo das Sete Encruzilhadas
O grupo que acabara de ser fundado recebeu o nome de Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade e o Caboclo das Sete Encruzilhadas disse as seguintes palavras:


- “Assim como Maria acolhe em seus braços o filho, a tenda acolherá aos que a ela recorrerem nas horas de aflição, todas as entidades serão ouvidas, e nós aprenderemos com aqueles espíritos que souberem mais e ensinaremos àqueles que souberem menos e a nenhum viraremos as costas e nem diremos não, pois esta é a vontade do Pai."


Dez anos depois, em 1918, o Caboclo das Sete Encruzilhadas  fundou sete tendas para a propagação da Umbanda, sendo elas: 

  • Tenda Espírita Nossa Senhora da Guia;

  • Tenda Espírita Nossa Senhora da Conceição;

  • Tenda Espírita Santa Bárbara;

  • Tenda Espírita São Jerônimo.

  • Tenda Espírita São Pedro;

  • Tenda Espírita Oxalá;

  • Tenda Espírita São Jorge;

Zélio trabalhou por 55 anos, entregou a direção da Tenda Nossa Senhora da Piedade a suas filhas Zélia e Zilméia, as quais até hoje os dirigem.
Mas Zélio junto com sua esposa continuou trabalhando  e fundaram a Cabana de Pai Antônio no distrito de Boca do Mato, município de Cachoeira do Macacú no Rio de Janeiro. Os trabalhos foram dirigidos enquanto a saúde de Zélio permitiu. Faleceu aos 84 anos no dia 03 de outubro de 
1975.

Zeus, Claudio. Livro: Umbanda Sem Medo. Autor: