Bahia,
década de 20. No interior os negros continuavam sendo tratados como
escravos, apesar da abolição da escravatura ter ocorrido décadas
antes. Entre eles está Manoel (Aílton Carmo), que quando criança
foi apresentado à capoeira pelo Mestre Alípio (Macalé). O tutor
tentou ensiná-lo não apenas os golpes da capoeira, mas também as
virtudes da concentração e da justiça. A escolha pelo nome Besouro
foi devido à identificação que Manuel teve com o inseto, que
segundo suas características não deveria voar. Ao crescer Besouro
recebe a função de defender seu povo, combatendo a opressão e o
preconceito existentes.
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
Filme cafundo
João
de Camargo (Lázaro Ramos) viveu nas senzalas em pleno século XIX.
Após deixar de ser escravo ele fica deslumbrado com o mundo em
transformação ao seu redor e desesperado para viver nele. O choque
é tanto que faz com que João tenha alucinações, acreditando ser
capaz de ver Deus. Misturando suas raízes negras com a glória da
civilização judaico-cristã, João passa a acreditar que seja capaz
de curar e realmente acaba curando. Ele torna-se então uma das
lendas brasileiras, se popularizando como o Preto Velho.
Filme Vendo ou Alugo
Rio
de Janeiro. Maria Alice vive com a mãe, a filha (Sílvia Buarque) e
a neta em um casarão no Leme, bem na entrada de uma favela.
Para sobreviver Maria Alice faz os mais diversos bicos, mesmo que
eles passem longe da legalidade, mas ela sabe que o único meio de
resolver seus problemas é vendendo a casa. O problema é que ninguém
quer comprá-la, devido à proximidade com o morro. Um dia, Maria vai
ao mar pedir para Iemanjá ajudar a vende a casa.
Filme Prova de Fogo
Filme jardim das folhas sagradas online.
Salvador.
A expansão imobiliária da cidade, decorrente de sua modernização, faz
com que o candomblé, tradicional religião afro-brasileira ligada à
natureza, seja afetada. A causa é que o candomblé pede a existência de
lugares amplos e naturais, para a realização de sua liturgia. É neste
contexto que Miguel Bonfim (Antônio Godi), um ex-bancário que é filho de
uma yalorixá e um jornalista de esquerda, decide criar o Jardim das
Folhas Sagradas. Sem conseguir um local na cidade, ele decide montá-lo
na periferia. Por questionar o sacrifício de animais, Bonfim resolve
fazer um terreiro modernizado e descaracterizado. Só que esta decisão
lhe traz graves consequências.
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quinta-feira, 29 de setembro de 2016
Contos de Umbanda - Zé Pelintra e Exú
A noite estava quente e a lua cheia clareava as ruas do morro de Santa Teresa. É ótima para um jogo de buraco na rua quinze, pensou Zé Pelintra. Zé tomou um bom banho, passou o perfume que ganhou da moça da mercearia do Pai Antonio. Vestiu seu impecável terno branco, mas a noite estava muito quente então vestiu sua camisa branca de listras vermelhas. Calçou o sapato que ganhou de uma das meninas do cabaré de Maria Padilha. A moça tinha juntado dinheiro para aquele sapato por quase três meses para o presentear, era mais uma moça encantada pelo charme do famoso malandro de Santa Teresa. Mas, Zé não tinha nenhum interesse pela moça, entretanto nunca recusava um bom presente. Um sapato bicolor branco e vermelho as cores preferidas do famoso malandro de branco do Morro de Santa teresa. Diante do espelho deu seus últimos retoques, colocou seu chapéu panamá. Vendo que estava bem apresentado saiu em direção a mais um jogo com seus amigos da Rua Quinze.
Ao chegar à Rua quinze no início da tarde, sentou-se à mesa sorridente e confiante. O homem tinha uma sorte de dá inveja. Não tinha jogo que Zé perdia, dominó, buraco, bilhar ou qualquer outro o homem sempre ganhava. As vezes ele perdia de propósito apenas por diversão, ou por algum esquema com seus amigos. As horas foram se passando e a confiança de Zé aumentava a cada vez que ele ganha entre uma rodada e outra. Zé já tinha ganhando muito dinheiro e já estava cansado de ficar sentado. Retirou-se da mesa de jogo e seguiu para o final da rua onde acontecia uma roda de Samba. se tinha samba, tinha Zé no meio da roda. O homem dançou com uma moça e outra, as moças da roda faziam fila para dançar com aquele formoso negro de terno branco. Já era meia noite e para Zé a diversão só estava começando.
Sentou-se em uma mesa do bar do fim da rua e pediu uma garrafa de cerveja, para ver as mulheres do morro passar. Como um bom galanteador, não mexia com mulher casada, mas sempre que passava uma solteira e olhasse para seu Zé logo ele tirava o chapéu e dava seu sorriso maroto. Ascendeu um cigarro e ficou fumando.
Um homem alto de capa preta e cartola se aproximou da sua mesa e estendeu a mão dizendo:
“Boa noite! O senhor poderia me pagar uma cachaça?”
Seu Zé nunca recusava para um amigo ou estranho um de copo de pinga. O homem tinha um coração bom e tinha um jeito cortês de tratar a todos.
"Boa noite! Pois sente homi! Garibe! Trás uma garrafa de pinga aqui para nós!" O senhor está com fome?
O misterioso homem pegou a cadeira e sentou. Era estranho aquele homem usar uma capa preta e grossa naquele calor, mas para Zé se tratava de um homem de rua. Zé achou o homem estranho, mas não sentia medo. O homem fazia um barulho estranho, como se estivesse rosnando, não fedia, mas pelo contrário era um homem que tinha um cheiro bom. Apensar de sua aparência ser sombria, algo nele trazia paz.
"Eu gostaria de comer um prato de farofa com muita pimenta". Respondeu o homem misterioso.
Após alguns minutos garçom do bar trouxe uma garrafa de cachaça e um prato de farofa. O homem colocou em seu copo de cachaça uma pimenta e bebeu em um único gole. Em sequencia o homem comeu aquele prato com vontade, parecia não comer a muito tempo. Seu Zé simpatizou com o homem e ficaram bebendo até a uma da madrugada com o estranho de cartola.
"Garibe trás mais uma garrafa de pinga! Amigo, vamos para mais uma rodada de cachaça?" Perguntou Zé que estava curioso com relação aquele homem. Com pouco tempo de conversa ele percebeu que não se tratava de um homem de rua, mas algo nele o deixava curioso.
"Não, muito obrigado! Já tenho que ir embora."
"Tão cedo? Agora que a prosa estava começando a ficar boa. Pois está bem. Me diz seu nome então."
O homem deu uma risada alta e macabra, seu Zé sem entender sentiu vontade de rir também.
"Pode me chamar de Exú"
E em um piscar de olhos o homem de cartola sumiu. Seu Zé não entendeu, não sabia dizer foi a cachaça ou se era o sono. Mas o prato e o copo ainda estava na mesa, então aquele homem esteve ali. Mas como ele sumiu? Seu Zé olhou para todos os lados,mas não o encontrou. Então Seu Zé se levantou da mesa e volto para casa.
Sobre a Magia da Umbanda
O blog Magia da Umbanda tem como objetivo trazer uma variedade de informações sobre umbanda e assuntos relacionados. Não somos pessoas que tem anos de experiencia com a religião, mas somos como muitos que estão inciando na religião em busca de conhecimento. E todo conhecimentos que adquirimos em nossa caminhada com nossos guias, livros, artigos ou até mesmo em nosso blog nós vamos compartilhar com vocês.
Originalmente a Magia da Umbanda é uma loja virtual que trabalha com artigos religiosos, estamos levando um novo conceito sobre loja de produtos de umbanda. Trabalhamos com a personalização de uma diversidade de produtos. Estaremos regularmente postando nossos trabalhos neste blog, quem desejar adquirir tais produtos poderá entrar em contato conosco. Atualmente a Loja Magia da Umbanda é somente virtual, mas estamos trabalhando pela loja física em São Paulo.
Antes de tudo não estamos aqui para mudar a umbanda, mas evoluir como ela nos ensina.
Axé!
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